sexta-feira

Educriar | Quando amar significa deixar de existir

 



Nem todo amor amplia a vida. Alguns amores vão, aos poucos, estreitando o que a pessoa pode ser.

A dependência emocional costuma ser entendida apenas como fragilidade individual como se fosse um defeito de quem não consegue se sustentar sozinho. Mas ela também é produzida por modelos sociais que ensinam, desde cedo, que alguém só terá valor quando estiver ligado a outra pessoa.

Crescemos ouvindo que a vida se completa quando encontramos um parceiro, formamos uma família, casamos, temos filhos. Esse roteiro aparece como se fosse natural. Mas ele foi construído historicamente, envolve normas de gênero, expectativas familiares, religião, moral e economia. A família nuclear, o casal estável, os papéis definidos de homem e mulher, tudo isso é uma entre várias formas que a vida já organizou em diferentes tempos e culturas.

Quando um único modelo vira medida universal, tudo o que foge dele parece errado. Quem vive sozinho parece incompleto. Quem não quer casar precisa se explicar. Quem escolhe relações diferentes é visto como alguém que não sabe viver.

Aí a solidão passa a ser tratada como fracasso, e o vínculo passa a ser tratado como única fonte de sentido.

E é nesse contexto que a dependência se instala.

A pessoa começa a abandonar seus desejos, amizades, projetos, opiniões e modos de existir para manter o relacionamento. Aos poucos, acredita que não vai conseguir viver sem o outro, que não vai encontrar mais ninguém, que sua vida perde o sentido caso a relação termine. O amor vai se misturando com medo, com culpa e, muitas vezes, com controle.

Vale lembrar: a autonomia não significa não precisar de ninguém. Somos seres relacionais, precisamos de vínculos, cuidado e reconhecimento. O problema aparece quando a relação passa a exigir a renúncia progressiva de si.

E essa renúncia quase nunca é gratuita. Ela é sustentada por uma ideia de amor que aprendeu que amar é suportar tudo, adaptar-se sempre, cuidar do outro antes de cuidar de si e permanecer mesmo quando já não há espaço para existir com liberdade.

Também pode acontecer o inverso: alguém usa a dependência do outro para controlar. Isso aparece em ciúmes, isolamento, vigilância, chantagens, controle financeiro, desvalorização. Não se trata de ciúme "romântico", trata-se de uma forma de posse que reduz a liberdade e enfraquece o senso de identidade da pessoa.

Comunicação e inteligência emocional entram aqui de um jeito simples: nem sempre conseguimos nomear o que estamos vivendo. Muitas vezes só percebemos que alguma coisa está errada quando já abrimos mão de quase tudo. Reconhecer o que sentimos, conseguir dizer "isso aqui está me diminuindo" e ouvir o outro sem imediatamente se anular já é uma forma de cuidado consigo.

A solitude, nesse caminho, pode ser um espaço de reconstrução. Estar só não é o mesmo que estar abandonado. A solidão envolve sofrimento e ausência de vínculos; a solitude pode ser um tempo de escuta, de descanso, de reencontro com o que se é. Numa sociedade que valoriza excessivamente o casal, aprender a estar consigo mesmo vira quase um gesto político.

Na Educriar, quando trabalhamos comunicação, relações e autoconhecimento, é também isso que está em jogo: ajudar os jovens a construírem vínculos sem abdicar de si, a perceberem quando o cuidado vira controle, a entenderem que existir em relação não significa existir pelo outro.

Educar também é criar outros caminhos possíveis. Caminhos em que amar não signifique abandonar a si mesmo, em que estar só não seja confundido com estar vazio, e em que uma relação possa somar à vida sem tomar o lugar dela.

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar



quarta-feira

Educriar | Quando o trabalho se torna uma carteira de identidade

 


Recentemente, encontrei no Instagram da Secretaria de Cultura de Bagé (Secult Bagé), em uma publicação colaborativa com a Casa de Cultura e outras páginas, um texto sobre o trabalho que me chamou a atenção.

Não porque o tema fosse uma novidade para mim. São questões que venho lendo, estudando e analisando há bastante tempo, especialmente a partir da filosofia da diferença e da sociologia. O que me deixou feliz foi perceber que esse tipo de conteúdo estava sendo compartilhado em um espaço público de cultura.

Em meio a tantas mensagens rápidas, opiniões prontas e discursos que naturalizam a maneira como vivemos, é importante que uma instituição cultural também abra espaço para a problematização, para o pensamento e para a criação de outras possibilidades de existência. Para mim, foi como um respiro em meio ao caos.

A partir daquele texto, resolvi escrever esta análise. Não para repeti-lo ou copiá-lo, mas para pensar com ele, acompanhar algumas de suas provocações e relacioná-las com questões que já fazem parte das minhas leituras, da minha prática e do trabalho desenvolvido na Educriar.

Uma das ideias que mais me marcou foi a maneira como o trabalho se tornou uma espécie de carteira de identidade.

Quando perguntamos a alguém “o que você faz?”, geralmente queremos saber qual é a sua profissão, onde trabalha ou de que maneira obtém sua renda. Parece que precisamos localizar a pessoa dentro do mercado de trabalho antes mesmo de conhecê-la.

A profissão passa a funcionar como uma etiqueta. Ela serve para classificar, situar e, muitas vezes, hierarquizar as pessoas. A partir dela, tentamos imaginar quanto alguém ganha, qual é o seu nível de escolaridade, que lugar ocupa na sociedade e quanto devemos respeitá-la.

A vida de uma pessoa acaba sendo reduzida à sua profissão.

Mas ninguém é apenas aquilo que faz para receber um salário. Somos também relações, desejos, cuidados, afetos, memórias, pensamentos, escolhas e possibilidades. Somos aquilo que criamos nos encontros com os outros e com o mundo. Há uma existência inteira que não cabe em um cargo, em uma função ou em um contracheque.

Também é preciso deixar claro que a questão não é afirmar que trabalhar muito é sempre errado ou que trabalhar pouco é sempre certo. Se alguém deseja trabalhar sete dias por semana, dedicar muitas horas ao trabalho e organizar sua vida dessa maneira, essa é uma escolha que diz respeito a essa pessoa.

O problema começa quando uma escolha individual passa a ser apresentada como o único modelo legítimo de vida.

Quem trabalha muito não é necessariamente melhor, mais digno ou mais responsável. Da mesma forma, quem prefere trabalhar menos para ter mais tempo para a família, para os cuidados pessoais, para os estudos, para a criatividade, para a convivência ou simplesmente para si não deveria ser chamado de vagabundo.

O problema não está em trabalhar mais ou menos. O problema está em querer impor uma maneira de viver sobre as outras pessoas.

Quando alguém transforma seu próprio modo de vida em medida universal, começa a julgar quem escolhe caminhos diferentes. A pessoa que trabalha excessivamente passa a ser vista como exemplo de caráter, enquanto quem busca outros equilíbrios é tratado como preguiçoso, fraco ou sem ambição.

Nesse momento, uma escolha pessoal deixa de ser apenas uma escolha e se transforma em julgamento moral.

É importante questionar por que apenas uma forma de organizar a vida é considerada válida. Por que o excesso de trabalho costuma ser associado à dignidade, enquanto o descanso, o cuidado e o tempo livre são vistos como desperdício?

A provocação de Paul Lafargue sobre o “direito à preguiça” continua atual justamente por isso. Não se trata de defender a ausência de atividade ou de negar a importância do trabalho. Trata-se de questionar uma sociedade que transforma todos os momentos da vida em tempo produtivo.

Descansar, conviver, cuidar, pensar, criar e simplesmente existir também são dimensões fundamentais da experiência humana.

O problema aparece quando o excesso de trabalho ocupa quase todos os espaços da existência. Mesmo fora do emprego, muitas pessoas continuam envolvidas com tarefas domésticas, responsabilidades familiares, preocupações financeiras e outras atividades necessárias à manutenção da vida. O tempo livre deixa de ser um espaço de descanso e criação e passa a ser apenas o tempo necessário para recuperar o corpo e voltar a trabalhar.

A vida começa a ser organizada em função da próxima jornada.

Além disso, a profissão e a renda passam a servir como uma espécie de régua para medir o valor das pessoas. Não se pergunta apenas o que alguém faz, mas quanto aquilo vale economicamente.

Essa lógica pode produzir situações profundamente injustas. Uma pessoa pode ter conhecimento, formação, experiência, sensibilidade e uma trajetória de trabalho, mas ser diminuída porque não acumulou dinheiro.

Por quê?

Porque, para muitas pessoas, o dinheiro se tornou a medida do conhecimento, da competência, do sucesso e até da dignidade.

Como se todo o potencial de alguém só tivesse importância quando convertido em riqueza. Como se escolher não priorizar o dinheiro fosse sinal de fracasso. Como se uma pessoa que investe seu tempo na educação, na cultura, no cuidado ou na participação social tivesse feito uma escolha menor.

Mas o valor de uma vida não pode ser calculado apenas pelo rendimento que ela produz.

A profissão pode fazer parte da identidade, mas não deveria esgotá-la. O salário expressa uma condição material, mas não define a importância de uma pessoa. A quantidade de horas trabalhadas pode indicar uma escolha, uma necessidade ou uma imposição e não é suficiente para explicar uma existência.

Na perspectiva da filosofia da diferença, talvez seja necessário perguntar: que modos de existência são impedidos quando o trabalho se torna a principal medida da vida?

Essa pergunta também atravessa o trabalho realizado pela Educriar. Não buscamos simplesmente preparar os jovens para se adaptarem de maneira submissa ao mercado de trabalho. Sabemos que muitos deles precisarão enfrentar esse mercado, buscar renda e construir formas de sobrevivência. Por isso, também é necessário oferecer conhecimentos e ferramentas para que possam compreender essa realidade e lidar com ela.

Mas preparar não significa naturalizar.

É possível conhecer as regras do mercado de trabalho sem acreditar que elas sejam leis naturais da existência. É possível exercer uma profissão sem permitir que ela ocupe toda a vida. É possível buscar autonomia sem acreditar que todo fracasso seja responsabilidade individual. É possível trabalhar e, ao mesmo tempo, imaginar outros caminhos.

A Educriar trabalha, na prática, com essa possibilidade de criação. Com os jovens, nem sempre essas questões aparecem de maneira direta ou com a mesma linguagem dos textos filosóficos e sociológicos. Mas elas estão presentes quando conversamos sobre liberdade, escolhas, futuro, relações, responsabilidade e possibilidades.

Educar também é preparar para a realidade sem transformar essa realidade em destino.

É mostrar que o mundo do trabalho existe, que apresenta desafios e que precisa ser enfrentado, mas que ele não deve capturar completamente a imaginação, os desejos e a capacidade de criar. Os jovens podem ingressar no mercado, construir sua autonomia e buscar sua sobrevivência sem aceitar que o trabalho seja a única forma possível de realização.

Para nós, educar também é criar.

Criar perguntas. Criar pensamentos. Criar possibilidades. Criar outros caminhos para a existência.

Aquilo que parece natural foi construído historicamente. E, justamente por ter sido construído, pode ser problematizado, questionado e transformado.

Não se trata de dizer que todos devem trabalhar menos ou que todos devem trabalhar mais. Trata-se de defender que nenhuma forma de vida seja imposta como superior às outras.

Talvez a pergunta mais importante não seja apenas:

“O que você faz?”

Mas:

Que vida está sendo criada enquanto você trabalha?

E que outros caminhos podemos criar para que o trabalho faça parte da vida sem ocupar o lugar dela?

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

sexta-feira

Educriar | Brainstorm: a tempestade de ideias que abre portas

 



Você já ficou travado na frente de um problema sem saber por onde começar? A gente já. Agora imagina juntar um monte de gente, cada uma com uma ideia, e sair dali com uma solução que ninguém teria sozinho. Isso é o brainstorm — ou tempestade de ideias. 💡

O que é, afinal?

Brainstorm é uma técnica simples: juntar o máximo de ideias possível sobre um problema, sem julgamento, para depois escolher as melhores. Não é bagunça, não é conversa solta. É um jeito de usar a inteligência de todo mundo a favor de uma solução.

As regras de ouro

  • Sem filtro inicial: toda ideia vale no começo. A meta é quantidade. Filtrar vem depois.
  • Escuta ativa: brainstorm é conversa, não palestra. Ouça o colega e construa em cima da ideia dele, o famoso "sim, e...".
  • Foco no problema: ideia boa precisa de um norte. Defina o problema antes de começar.
  • Diversidade importa: quanto mais diferentes os pontos de vista, mais rica a solução.
  • Registre tudo: anotar as ideias ajuda a enxergar conexões que ninguém viu.

Por que isso importa no mercado de trabalho?

Recrutador não contrata só quem sabe fazer. Contrata quem pensa junto, resolve problema e colabora, e é exatamente isso que o brainstorm treina. Na entrevista, no estágio, no primeiro emprego: quem sabe ouvir, somar e propor ideias se destaca. A ideia "absurda" de hoje pode ser a inovação do projeto de amanhã.

Fica a dica

Não tenha medo de falar. O brainstorm só funciona quando todo mundo participa, e a sua ideia pode ser a peça que faltava. A ideia de um vira o projeto de todos.

E aí, qual foi a última ideia boa que surgiu numa conversa em grupo? Conta pra gente! 👇


"Porque educar também é criar outros caminhos possíveis para existência."

📸 Instagram: @projetoeducriar 

📝 Blog: educriarprojeto.blogspot.com 

🌐 Site: projetoeducriar.com.br

#Educriar #FicaDica #Brainstorm #MercadoDeTrabalho #Juventudes #Bagé

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

quarta-feira

Educriar: Quando o discurso se transforma em violência

 


A convivência em sociedade depende da capacidade de ouvir, questionar e reconhecer que nem sempre conhecemos toda a verdade. Mesmo assim, cada vez mais pessoas são levadas a acreditar que precisam escolher um lado, encontrar um inimigo e reagir antes de compreender o que realmente aconteceu.

O perigo começa quando uma pessoa deixa de ser vista como pessoa e passa a ser tratada apenas por um rótulo. Alguém se torna “perigoso”, “desonesto” ou “culpado” antes que os fatos sejam verificados.

Quando isso acontece, a suspeita pode se transformar rapidamente em certeza. E a certeza, quando acompanhada de raiva e pressão do grupo, pode se transformar em violência.

Foi o que ocorreu com Cláudio Rafael Landeiro Moreira, morto no Rio de Janeiro após ser confundido com um ladrão de bicicletas. Segundo as investigações divulgadas pela imprensa, a bicicleta pertencia à irmã de Cláudio. Ainda assim, ele foi cercado e agredido por várias pessoas. As agressões continuaram mesmo depois que ele já estava caído e sem condições de se defender.

O caso mostra como uma acusação sem confirmação pode produzir consequências irreversíveis.

Antes de qualquer violência, algumas perguntas poderiam ter interrompido aquela situação:

A bicicleta foi realmente roubada?

Existe alguma prova?

E se essa pessoa estiver sendo confundida?

Essas perguntas parecem simples, mas podem desaparecer quando um grupo acredita que já sabe quem é o culpado. A partir daí, qualquer reação da pessoa pode ser interpretada como prova de que ela está mentindo. O silêncio pode parecer culpa. O medo pode parecer ameaça. A dificuldade de comunicação pode ser entendida como provocação.

A violência, muitas vezes, começa antes do primeiro golpe. Ela começa quando deixamos de enxergar alguém como um ser humano e passamos a enxergar apenas uma acusação.

Por isso, é necessário diferenciar proteção de punição. Interromper uma agressão que está acontecendo e chamar ajuda é uma atitude de cuidado. Perseguir, cercar e agredir alguém com base em uma suspeita é outra coisa. Nesse caso, não se está evitando uma violência: está-se criando uma nova violência.

A educação tem um papel importante nesse processo. Não porque algumas pessoas sejam naturalmente menos capazes de pensar, mas porque o acesso à escola, à leitura, ao diálogo e a diferentes formas de compreender o mundo ajuda a desenvolver a paciência, a dúvida e a capacidade de avaliar uma situação antes de agir.

Ainda assim, conhecimento não garante bondade. Pessoas de diferentes classes sociais e níveis de escolaridade podem agir com crueldade. Por isso, além de informação, precisamos desenvolver responsabilidade, empatia e respeito pela vida.

Nenhuma acusação deveria ser suficiente para transformar alguém em alvo. Nenhuma multidão deveria substituir a investigação. Nenhum sentimento de revolta deveria retirar de uma pessoa o direito de ser ouvida.

As palavras que usamos importam porque ajudam a definir como enxergamos os outros. Quando repetimos discursos que incentivam o desprezo e apresentam certas pessoas como indignas de respeito, podemos contribuir para um ambiente em que a violência parece aceitável.

Uma sociedade mais segura não é construída pelo medo de todos contra todos. Ela é construída quando aprendemos a controlar a reação, buscar a verdade e lembrar que uma suspeita nunca vale mais do que uma vida.

Antes de acusar, é preciso verificar. Antes de agir, é preciso pensar. Às vezes, uma dúvida é o que impede uma injustiça irreparável.

Educar também é criar condições para que as pessoas não sejam levadas pelo impulso e consigam interromper a violência antes que seja tarde demais.

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

segunda-feira

Educriar | Primeira aula do Eixo 1 inicia uma jornada de comunicação, relações e autoconhecimento

 



Hoje à noite, a Educriar inicia o primeiro minicurso do Eixo 1 do Curso de Desenvolvimento Pessoal e Profissional — CDPP 2026: Comunicação, Relações e Autoconhecimento.

O CDPP acontece em parceria com a URCAMP e, nesta quarta edição, está organizado em quatro eixos que reúnem diferentes minicursos e experiências formativas. O Eixo 1 terá como foco o desenvolvimento da comunicação, das relações humanas e do autoconhecimento, preparando os jovens para expressarem suas ideias, compreenderem melhor seus sentimentos e participarem de diferentes espaços com mais segurança.

A primeira aula será coordenada pelo Educador Bóris. Na quarta feira pelo Educador Wallace. A responsabilidade do Eixo 1 é do Projeto Educriar.

Comunicação como conexão

A proposta do minicurso parte de uma compreensão simples, mas muito importante: comunicação não é apenas falar bem.

Comunicar também envolve:

escutar;

observar;

compreender;

respeitar;

expressar sentimentos;

perceber o próprio corpo;

reconhecer o espaço do outro;

construir relações.

Por isso, o curso trabalha com a ideia de Comunicação como Conexão, organizada a partir de três dimensões que formam o Tripé Operacional da Conexão:

Vontade: o desejo de participar, agir, falar e estabelecer relações;

Acuidade: a sensibilidade para perceber a si mesmo, o outro e o ambiente;

Performance: a maneira como o corpo, a voz, o olhar e os gestos expressam aquilo que desejamos comunicar.

Essas três dimensões aparecem juntas em todas as situações de comunicação. Quando uma pessoa deseja estabelecer uma relação, percebe o que está acontecendo e encontra uma forma de se expressar, começa a construir uma conexão.

A vontade inicia a conexão. A acuidade percebe a relação. A performance expressa aquilo que desejamos comunicar.

Uma aula para começar com segurança

A primeira aula será construída de maneira leve, participativa e gradual. O objetivo não é exigir uma apresentação perfeita, mas criar um ambiente de confiança para que os jovens possam começar a falar de si, escutar os colegas e perceber suas próprias formas de expressão.

As atividades vão trabalhar:

apresentação e fala de si;

escuta sem julgamentos;

experiências de exclusão e preconceito;

medos e sonhos;

comunicação pelo olhar;

reconhecimento das qualidades do outro;

valorização das próprias capacidades.

Essas atividades serão realizadas como dinâmicas, mas não são apenas brincadeiras. Cada uma possui uma intenção pedagógica. Elas ajudam os jovens a lidar com a vergonha, a ansiedade e o medo de falar em público, ao mesmo tempo em que desenvolvem empatia, autoconhecimento, inteligência emocional e confiança.

No início, a técnica da performance será secundária. Antes de aprender a controlar todos os gestos, a voz e a postura, o jovem precisa ter a oportunidade de experimentar, participar e compreender que não precisa estar completamente seguro para começar.

O corpo também participa da comunicação

A comunicação acontece por meio das palavras, mas também por meio do corpo. O olhar, a postura, a respiração, a distância, os gestos e a maneira de ocupar o espaço produzem sentidos nas relações.

A proposta do Eixo 1 considera que o corpo não é apenas um instrumento utilizado para falar. Ele é também uma forma de sentir, pensar, aprender e relacionar-se.

Essa concepção dialoga com os estudos do corpo e da arte, especialmente com a compreensão de que o movimento corporal possibilita às pessoas comunicarem-se, aprenderem e serem percebidas no mundo.

Durante o curso, os jovens serão convidados a perceber que cada corpo possui sua própria maneira de se expressar. Não existe apenas uma forma correta de falar, olhar, movimentar-se ou participar.

Os cinco pilares presentes no minicurso

Embora o foco principal seja a Comunicação com Conexão e Empatia, o minicurso também se relaciona com os cinco pilares da Educriar:

Protagonismo: reconhecer a própria voz e participar ativamente;

Liderança: aprender a escutar, dialogar e construir com outras pessoas;

Comunicação: desenvolver expressão, presença e escuta;

Pensamento crítico: questionar situações, padrões e formas de relação;

Proatividade: transformar vontade em participação e ação.

Esses pilares não aparecem de maneira isolada. Uma atividade de fala pode trabalhar comunicação e protagonismo. Uma atividade de escuta pode desenvolver empatia e liderança. Uma reflexão sobre preconceito pode estimular pensamento crítico e responsabilidade.

Uma formação para a vida

O minicurso não pretende ensinar os jovens a falar apenas em apresentações. A comunicação está presente em diferentes situações:

nas relações familiares;

na escola;

nas amizades;

nas entrevistas de emprego;

no trabalho;

nas redes sociais;

nos projetos coletivos;

na participação comunitária.

Aprender a comunicar-se melhor é também aprender a compreender melhor a si mesmo e a conviver com as diferenças.

A Educriar acredita que cada jovem possui uma história, uma forma de sentir e uma maneira própria de se expressar. O papel da educação é criar condições para que essas vozes encontrem espaço, confiança e possibilidades de transformação.

Hoje começa mais uma etapa do CDPP 2026. Começa também uma caminhada de escuta, expressão, relações e autoconhecimento.

"Porque educar também é criar outros caminhos possíveis para a existência."

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

domingo

Educriar | Conectando Histórias: a Emanuelly e o poder da comunicação

 





No vídeo de ontem do Conectando Histórias, abrimos espaço para a trajetória da Emanuelly. Mais do que compartilhar uma experiência, ela nos trouxe um convite à reflexão sobre algo que atravessa toda a formação do CDPP: a comunicação.

"Eu costumava ser uma pessoa muito tímida..." é assim que ela começa. E essa frase, tão simples, carrega uma das maiores barreiras que um jovem pode enfrentar: o medo de ocupar o próprio lugar no mundo. A timidez, quando não acolhida, silencia vozes, esconde talentos e adia sonhos.

Foi exatamente isso que o CDPP ajudou a transformar. A Emanuelly participou do curso no primeiro semestre e hoje segue no CDPP 4: o guarda-chuva de minicursos, agora no Mundo Digital. E o que ela encontrou pelo caminho foi muito mais do que conteúdo: foi um espaço seguro para encontrar a própria voz.

A comunicação, como aprendemos na Educriar, não é só falar bem em público. É autoconhecimento, é conexão, é a coragem de se expressar. Cada vídeo gravado, cada palavra dita, cada história compartilhada é um passo na construção de um jovem mais confiante e protagonista da própria vida.

A Emanuelly nos mostrou que superar a timidez é possível e que levar cada aprendizado com carinho é o que torna essa jornada inesquecível.

Você já assistiu ao vídeo dela? Corre lá nas nossas redes e se conecta com essa história de superação. 💚

#ConectandoHistórias #Educriar #CDPP #Superação #ProtagonismoJuvenil

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar


Veja o video abaixo: 




quinta-feira

Educriar | Gestão de Pessoas na Educriar – Parte 2: entre o que herdamos e o que podemos criar

 



No texto anterior, refletimos sobre a Gestão de Pessoas como o cuidado com os encontros entre pessoas, projetos e comunidade. Nesta continuidade, precisamos olhar para uma questão importante: cada pessoa chega a esses encontros trazendo uma história.

Ninguém começa a vida do zero. O temperamento pode receber influência genética. Algumas pessoas nascem mais sensíveis, impulsivas, reservadas, expansivas ou reativas. Também existem pesquisas sobre a epigenética, que investigam como experiências intensas de estresse podem influenciar o funcionamento do organismo e, em alguns casos, produzir efeitos que alcançam gerações posteriores.

Entretanto, é preciso ter cuidado. Não herdamos um destino pronto. Não é correto dizer que alguém será agressivo, ansioso ou descomprometido simplesmente porque possui determinado familiar ou porque viveu uma experiência difícil em sua família.

A genética pode oferecer algumas predisposições, mas as relações, a educação, a cultura, as condições sociais e as experiências vividas também participam da formação de cada pessoa. Os primeiros anos de vida têm grande importância porque é nesse período que aprendemos, nas relações com os adultos e com o ambiente, formas de confiar, reagir, comunicar sentimentos e lidar com dificuldades.

Por isso, podemos dizer:

O temperamento pode trazer marcas de nossa constituição e de nossa história, mas a maneira como nos relacionamos e agimos continua sendo construída ao longo da vida.

Na Educriar, essa compreensão é fundamental. Não olhamos para o jovem como alguém pronto e definido por um rótulo. Um jovem considerado tímido pode desenvolver novas formas de expressão. Alguém que tem dificuldade de confiar pode encontrar relações mais seguras. Uma pessoa acostumada a reagir com agressividade pode aprender outras formas de comunicação.

Isso não significa ignorar a responsabilidade individual. Compreender a história de alguém não significa justificar qualquer comportamento. Significa criar melhores condições para que a pessoa perceba o que está fazendo, compreenda os efeitos de suas atitudes e desenvolva novas possibilidades de ação.

É nesse ponto que a comunicação se torna central para a proposta da Educriar. Comunicação não é apenas transmitir informações. É uma forma de criar relações, construir identidade, participar da sociedade e disputar os sentidos sobre a própria vida.

Por isso, trabalhamos com a ideia de Comunicação como Conexão, organizada em três dimensões:

Vontade: a força para participar, agir e transformar a realidade;

Acuidade: a capacidade de perceber os próprios afetos, compreender o outro e realizar uma leitura sensível do mundo;

Performance: a possibilidade de expressar-se de maneira autêntica, ocupando espaços e fazendo sua voz ser reconhecida.

Essas dimensões ajudam o jovem a transformar aquilo que sente em participação. A vontade impulsiona a ação. A acuidade permite compreender melhor as situações e as relações. A performance torna possível expressar ideias, sentimentos e posicionamentos no mundo.

A comunicação também possui uma dimensão mediadora. Em um conflito, não existe apenas o diálogo sobre o que aconteceu. Existem também os sentimentos envolvidos e a maneira como cada pessoa percebe a si mesma naquela situação.

Por isso, a Educriar procura trabalhar três dimensões da comunicação:

O diálogo dos fatos: compreender diferentes perspectivas sobre o que aconteceu;

O diálogo dos sentimentos: reconhecer emoções, necessidades e formas de sofrimento;

O diálogo da identidade: perceber como aquela situação afeta a autoestima, a confiança e a imagem que cada pessoa constrói de si.

Essa forma de comunicação não elimina a cobrança. Pelo contrário, torna a cobrança mais consciente e justa. Em vez de dizer que um jovem “é irresponsável”, procuramos compreender o que aconteceu, qual era sua responsabilidade, quais foram os efeitos de sua atitude e o que pode ser feito para reparar ou melhorar a situação.

Assim, a comunicação deixa de ser apenas uma ferramenta para transmitir ordens. Ela se transforma em uma prática de cuidado, responsabilização e desenvolvimento.

Essa proposta combina liberdade e organização. Há espaço para o jovem criar, experimentar, errar e encontrar sua própria forma de expressão. Mas também existem tarefas, prazos, combinados, responsabilidades e acompanhamento.

Podemos relacionar essa combinação às ideias de espaço liso e espaço estriado. O espaço liso representa a abertura, a criatividade e a possibilidade de inventar novos caminhos. O espaço estriado representa as estruturas que organizam a convivência e tornam possível transformar ideias em ações.

A Educriar não pretende controlar completamente os jovens, mas também não os abandona a uma liberdade sem direção. O objetivo é criar condições para que desenvolvam autonomia com responsabilidade.

Essa é uma dimensão importante da Educação em Direitos Humanos: o jovem não é apenas alguém que precisa obedecer às regras existentes. Ele é um sujeito de direitos, capaz de compreender a realidade, expressar-se, participar das decisões e agir para transformá-la.

Por isso, os cinco pilares da Educriar — protagonismo, liderança, comunicação, pensamento crítico e proatividade — não são apenas habilidades para o mercado de trabalho. São também instrumentos para que o jovem possa participar da vida social com mais consciência e potência.

A Educriar reconhece o que cada pessoa carrega, mas não reduz ninguém à sua herança, ao seu passado ou às suas dificuldades atuais.

Cada encontro pode reforçar antigos padrões, mas também pode abrir novas possibilidades. Uma conversa pode produzir confiança. Uma tarefa pode desenvolver responsabilidade. Um projeto pode despertar uma capacidade que ainda não havia encontrado espaço para aparecer.

É nesse encontro entre história, comunicação, liberdade e responsabilidade que a Educriar atua.

"Porque educar também é criar condições para que cada pessoa transforme aquilo que recebeu em novas possibilidades de existência."

Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

quarta-feira

Educriar e a Gestão de Pessoas: cuidar dos encontros que transformam

 



Quando falamos em gestão de pessoas, muitas vezes pensamos em cargos, horários, metas, avaliações e resultados. Esses elementos são importantes, mas não explicam toda a complexidade das relações humanas.

Na Educriar, educadores, jovens, parceiros e comunidade participam de uma construção coletiva. Cada pessoa traz sua história, seus conhecimentos, seus desejos e sua maneira própria de contribuir.

Por isso, chegamos a uma definição que representa melhor aquilo que fazemos:

Gestão de Pessoas na Educriar é cuidar e sustentar os encontros entre pessoas, projetos e comunidade, criando condições para que cada participante desenvolva sua potência, exerça seu protagonismo e contribua para a construção de novos caminhos, com liberdade e responsabilidade.

Essa definição não significa ausência de organização, cobrança ou compromisso. Pelo contrário: os projetos da Educriar possuem objetivos, tarefas, prazos, responsabilidades e acompanhamento. A autonomia não significa fazer qualquer coisa, de qualquer maneira. Significa participar das escolhas e compreender a responsabilidade envolvida em cada decisão.

Podemos dizer que a Educriar procura equilibrar dois movimentos. O primeiro é o da liberdade, da criatividade, da escuta e do inesperado. O segundo é o da organização, dos combinados, dos cronogramas e das entregas necessárias para que as ideias se transformem em ações.

Na filosofia de Deleuze e Guattari, esses movimentos podem ser relacionados às ideias de espaço liso e espaço estriado. O espaço liso representa aquilo que é aberto, criativo e imprevisível. O espaço estriado representa as estruturas que organizam os caminhos.

Na prática, um espaço não elimina o outro. A liberdade precisa de organização para se transformar em realização. E a organização precisa permanecer aberta à criatividade para não se tornar rígida, autoritária ou distante das pessoas.

Essa relação também responde a uma questão importante: a Educriar prepara os jovens para a vida profissional e para o mercado de trabalho?

Sim, mas não para que simplesmente se submetam a qualquer modelo de empresa.

A Educriar prepara jovens para pensar, comunicar-se, trabalhar em equipe, cumprir responsabilidades, receber orientações, lidar com conflitos, resolver problemas e desenvolver iniciativa. Essas competências são importantes tanto para o mercado de trabalho quanto para a vida em sociedade.

Entretanto, preparar não é o mesmo que exigir uma adaptação passiva. O jovem não precisa abandonar sua criatividade, sua capacidade crítica ou sua dignidade para se tornar um bom profissional. O objetivo é que ele consiga atuar em diferentes ambientes, compreendendo suas regras, cumprindo suas responsabilidades e também reconhecendo quando determinadas práticas são injustas, ultrapassadas ou prejudiciais.

Por isso, a Educriar não é organizada para satisfazer todas as vontades dos jovens. Acolher não significa deixar de orientar. Escutar não significa concordar com tudo. Dar autonomia não significa retirar a responsabilidade.

Também não é objetivo da Educriar satisfazer simplesmente as expectativas do empresariado. Uma empresa precisa de resultados, e isso é legítimo. Porém, resultados sustentáveis dependem de pessoas capazes de aprender, colaborar, criar, adaptar-se e assumir responsabilidades.

A própria gestão estratégica de pessoas reconhece que não basta cobrar metas. É necessário desenvolver competências, fortalecer a cultura organizacional, oferecer feedback, reconhecer avanços e criar condições para que as pessoas realizem um bom trabalho. Uma equipe pode apresentar resultados durante algum tempo sob pressão e medo, mas isso não significa que exista uma cultura saudável ou sustentável.

Assim, a Educriar não forma jovens para obedecer mecanicamente, nem para agir sem limites. Forma jovens para pensar, criar e entregar com responsabilidade.

Esse processo está presente nos cinco pilares da Educriar:

👉 Protagonismo, porque o jovem participa da construção dos projetos;

👉 Liderança, porque liderar também significa servir, mediar e fortalecer outras pessoas;

👉 Comunicação, porque não existe encontro sem escuta e expressão;

👉 Pensamento crítico, porque é preciso compreender a realidade para transformá-la;

👉 Proatividade, porque criar caminhos exige iniciativa e disposição para agir.

Na Educriar, as pessoas não são tratadas apenas como recursos a serem utilizados. São reconhecidas como participantes de uma construção, mas essa participação envolve compromisso, desenvolvimento e responsabilidade com o coletivo.

Cada educador, cada jovem e cada parceiro modifica o projeto ao mesmo tempo em que também é transformado por ele. É dessa relação que surgem encontros capazes de produzir algo novo.

Cuidar das pessoas, para a Educriar, é cuidar dos vínculos, das possibilidades e dos caminhos que podem nascer quando alguém encontra espaço para ser ouvido, criar, participar e também ser responsabilizado por aquilo que faz.

"Porque educar também é criar outros caminhos possíveis para existência."


Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

terça-feira

Educriar | "Travei na hora": você não está sozinho nessa

 


Quem nunca sentiu a voz simplesmente sumir no momento de falar? Seja na sala de aula, numa apresentação ou naquela entrevista de emprego tão esperada, o "branco" e o travamento são experiências muito mais comuns do que a gente imagina.

Foi exatamente sobre isso que duas jovens da Educriar conversaram em um vídeo recente. Uma contou que, esses dias, na aula, a voz simplesmente não saiu, ela travou. E a outra respondeu com a melhor notícia de todas: acontece com ela também.

Mas, gurias, isso não é raridade. Na escola, em entrevista de emprego, todo mundo já travou alguma vez na vida. 💬

A timidez não é uma sentença

A gente costuma achar que a timidez é algo que nunca vai mudar. Mas a verdade é que ela é questão de treino. Não é um estado permanente: é uma habilidade que se desenvolve com prática, escuta e presença.

O primeiro passo é desnaturalizar. Entender que travar não é defeito, é parte do processo de aprender a se expressar. E que a voz, com paciência e acolhimento, encontra o seu tom.

E tem uma notícia pra você

No minicurso Comunicação, Relações e Autoconhecimento (Eixo 1 do CDPP), a gente vai treinar junto, ao ar livre, em roda de conversa, com muita dinâmica, do jeito mais leve possível.

São três componentes:

  • 🗣️ Comunicação e Expressão — para você falar com confiança
  • 🤟 Libras — para você se comunicar com todo mundo
  • 💛 Inteligência Emocional — para você lidar com a ansiedade

Tudo gratuito, com coordenação dos educadores Bóris, Wallace e Laugi, em parceria com a Urcamp.

Inscrições abertas

As inscrições estão abertas e é totalmente gratuito. Chama a gente no link da bio do Instagram, no WhatsApp (53) 99973-3360 ou com as gurias do Grupo de Jovens.

Vem pra Educriar! 💜

"Porque educar também é criar outros caminhos possíveis para existência."

📸 Instagram: @projetoeducriar 

📝 Blog: educriarprojeto.blogspot.com 

🌐 Site: projetoeducriar.com.br

#Educriar #CDPP #Urcamp #Comunicação #Juventudes #Bagé


Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

segunda-feira

Educriar | Fique Por Dentro: novos territórios, novos saberes

 

O Fique Por Dentro segue em movimento. Projeto de rodas de conversa da Educriar, ele leva às escolas reflexões sobre relações interpessoais, comunicação não violenta, inteligência emocional, bullying e cidadania, construindo ambientes sociais mais saudáveis com as juventudes de Bagé.

No primeiro semestre, o projeto esteve sob a responsabilidade da educadora Nara, que vem fazendo um trabalho de escuta e reflexão nas escolas do município. Foram 6 escolas atendidas e 358 jovens alcançados este ano. A Nara esteve em 5 escolas do município; na Silveira Martins, quem conduziu foi o E
ducador Bóris, com uma palestra especial para 16 jovens.

Um número que soma com tudo

O mais bonito é que esse número não está sozinho. Ele soma com tudo o que a Educriar constrói ao longo do ano. Só no Panorama Jovem, foram mais de 2.240 jovens ouvidos. Com todos os projetos juntos, já passamos de 2.600 jovens atendidos em 2026: no ano passado, foram 2.200. Estamos crescendo, e cada jovem é um caminho que se abre.

Por que isso importa

O Fique Por Dentro nasce de uma convicção simples: a escola é um território fértil para o diálogo, e o diálogo é o primeiro passo para transformar a convivência. Ao levar a escuta ativa e a reflexão para dentro das salas de aula, o projeto fortalece vínculos, previne conflitos e dá voz às juventudes, sempre no ritmo do cuidado e da presença.

"Porque educar também é criar outros caminhos possíveis para existência."

📸 Instagram: @projetoeducriar 

📝 Blog: educriarprojeto.blogspot.com 

🌐 Site: projetoeducriar.com.br

#FiquePorDentro #Educriar #Juventudes #EducaçãoSocial #Bagé


Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar

Educriar | Quando amar significa deixar de existir

  Nem todo amor amplia a vida. Alguns amores vão, aos poucos, estreitando o que a pessoa pode ser. A dependência emocional costuma ser enten...