Quando falamos em letramento digital na Educriar, nós não estamos falando só em “saber mexer no celular” ou “usar o computador”. Para nós, letramento digital é a forma como nós, enquanto escola, serviço público e comunidade, existimos e nos relacionamos nas redes, nos grupos de WhatsApp e em todas as telas que atravessam o nosso dia.
Hoje, algoritmos decidem o que aparece ou desaparece do nosso campo de visão. Curtir, comentar, compartilhar nos stories, marcar pessoas e enviar por mensagem não são gestos neutros: são sinais que dizem ao sistema o que “merece” ser mostrado para mais gente. Quando uma informação pública importante circula pouco e um boato circula demais, isso também é um tema educativo.
Por isso, nós entendemos letramento digital como:
1) compreender o funcionamento básico das plataformas (sem tecnicismo, mas com consciência);
2) cuidar da linguagem e da postura ao responder a população em ambientes digitais;
3) usar a inteligência artificial como apoio à clareza, sem abrir mão do nosso critério ético;
4) combater a desinformação com comunicação simples, acessível e responsável.
Ao trabalharmos letramento digital com servidores, professores e comunidade, nós estamos, na prática, fortalecendo a cidadania: ajudando a transformar cada clique em um gesto um pouco mais consciente, um pouco mais cuidadoso com o bem comum.
Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar
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