Muitas vezes, a sociedade olha para o jovem como alguém "em transição". No meu trabalho acadêmico sobre corporeidades juvenis, defendo o contrário: a juventude já é uma força vibrante e transformadora.
Falar em "existências múltiplas", conceito central do artigo que publiquei com a Dulce Mari da Silva Voss, significa entender que não existe um único jeito de ser jovem. Cada corpo carrega um desejo e uma forma de existir que desafia os padrões tradicionais.
Na Educriar, a gente não espera o jovem "ficar pronto" para ouvi-lo. Entendemos que a multiplicidade de cada um é o que enriquece o coletivo. Nosso papel como educadores sociais é garantir que essa força juvenil tenha espaço para aparecer e transformar a realidade de Bagé.
Bóris Ximendes Bonfanti, Mestre em Ensino e Presidente da Educriar
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